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“Trata-se da mão da infância que se multiplica nas patas de uma animalidade que a narradora conquista para si quando o mundo que deveria ser seguro se mostra insuficiente, fragmentário. E esta mão, animal e humana, inventora e inventada, é aquela que escreve cartas, a própria vida, essa história que é contada aqui no ritmo de um poema ou, melhor, de uma oralidade que remonta ao poético da fala, da respiração, do que se mastiga e se transforma.

 

Dora Freind tece, borda, rumina uma fábula sobre crescer, tornar-se gente, com o ônus e o bônus disso, sobre ser criança e se tornar adulto, sobre ser menina e se tornar mulher. Temos aqui uma menina que cresce em meio ao mutismo da mãe, ao abandono do pai e aos mugidos das vacas. Que, no curral, sente-se não apenas acolhida, mas parte de uma comunidade e que, crescendo, se humanizando, aprende a duras penas que se acostumar com a perda é parte indissociável de ser gente”.

 

Micheliny Verunschk

 

ISBN: 978-989-36287-4-4
Ano: 2026
Edição: Primeira
Tipo: Brochura
Páginas: 136
Tamanho: 12,5 x 19 cm

As vacas não me olham mais na cara

15,00 €Preço
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